30 de dezembro de 2010

Qorpo Santo v.1

Da França de Molière para o Brasil de Qrpo Santo. Mudanças!

Caminhamos agora por um mundo surreal e gostamos disso.


Creio tratar-se de uma experiência nova e desafiadora para o grupo. Sem a pretensão de atingir qualquer linearidade ou compromisso com um roteiro ou dramaturgia tradicional, a obra de Qorpo Santo é capaz de produzir picos e quedas no humor naquele que se apropria intelectualmente de seu "mundo". As “personas” animadas pelos atores trafegam em ambiente absurdo e calculado, tendo em vista a finalidade de cada um destes. Beirando a esquizofrenia, suas personagens ora reagem de modo inesperado, ora dizem o que queremos dizer. Suas ações aparentemente em descompasso com a realidade, omitem interesses e são mais previsíveis do que imaginamos, uma vez que a simulação e o ofuscamento de sentimentos é uma realidade a que nos submetemos diariamente, num jogo interminável de enquadramento das relações humanas. Reveladas tais coordenadas para o processo de composição do espetáculo, o diretor Cláudio Lira e o grupo Matraca, experimentam o sabor bipolarizado de entes idealizados por este insólito autor.

Qorpo Santo! Ousaremos, pois, dar substância à forma que propuzeres, tentando materializar aqui e agora, não um espetáculo, mas a composição do invisível e óbvio elemento que une cada ser humano na teia de relações a que estamos rigorosamente submetidos.

Com estréia marcada para o mês de abril de 2011, o grupo se apressa... Passamos por preparação vocal, musical e corporal rigorosa.
Qual o nome da força que nos conduz à realização de tal façanha? A vontade de beber de novas águas, experimentar sabores diferentes, e dizer o que ninguém disse da forma como dizemos! Eis o golpe da arte... Fazer de pessoas, atores e atrizes; fazer de letras, ações; e de rostos e corpos, intenções!













25 de janeiro de 2010

Diário Teatral 2 (Matraca)

Atores em Tartufo.

A dimensão espiritual alcançada pelo homem por meio do teatro põe o ator em situação arriscada; nós o amamos e o odiamos, pois sua provocação nos atinge com "imitações" de tipos que incitam a reflexão sobre o que somos. O ator é cúmplice do espectador porque ambos sabem que o objetivo do jogo cênico é aquilo que somos. O grupo Matraca experimenta em sua estréia, os "ares" tipicamente mais sutis (e não menos desafiadores) da comédia com a obra Tartufo do autor francês Molière.

24 de janeiro de 2010

Diário Teatral 1 (Tartuffe)



O jovem grupo de teatro Matraca de Jaboatão dos Guararapes vem obtendo bons resultados e impressões por onde passa. E não sou eu quem diz; é o público!


No ano de 2009, em sua montagem de estréia, escolherem nada menos que Tartufo de Molière. São inquestionáveis os problemas vivenciados por quem faz teatro em Pernambuco não só pela modesta estrutura, mas pelo "rodízio" de atores que vez por outra abrem mão do espetáculo para abraçarem outras causas do meio para o fim do processo de montagem. Muito embora os contratempos atrapalhem, não são suficientes para sufocar o desejo do trabalho realizado.

Durante a existência de Tartufo, o grupo conquistou vários prêmios somente em dois festivais competitivos de que participou. Dentre eles está o de melhor ator para Maurício Azevedo (ao lado e na imagem abaixo, embaixo da saia), o de melhor atriz coadjuvante para Ariele Mendes (foto no alto) e melhor espetáculo (e outras indicações no VII Festival Estudantil de Teatro e Dança do Recife). Outro festival que também premiou o grupo foi o II FESTCOM (Festival de Comédias do Cabo de St Agostinho) onde recebemos os prêmios de melhor atriz coadjuvante para Ariele Mendes e o de melhor ator coadjuvante para Maurício Azevedo.





Tartufo foi um espetáculo que nos deu muitas alegrias.

Só temos que agradecer à direção do espetáculo e ao grupo que contribuiu para o sucesso do espetáculo.

13 de fevereiro de 2008

Vegetarianismo.

Por favor, ecessem aqui.
Muito legal. Num outro momento eu escrevo alguma coisa que compreenda este assunto. Por enquanto este link e estas informações aqui colocadas estarão expressando o que eu penso.
Consumo de carne e proteção do meio ambiente !
Você acha que consumir carne e proteger o meio ambiente combinam? Pense bem! O consumo de carne resulta num desastre para o meio ambiente que ainda dará trabalho às gerações futuras. Você sabia disso ?Poluição do meio ambienteA indústria de carne é uma das maiores responsáveis pela poluição da água. Somente os animais criados para o consumo humano nos Estados Unidos produzem uma quantidade de excrementos 130 vezes maior do que a de toda a população mundial: 39.000kg por segundo. Uma criação de porcos média produz tantos excrementos quanto uma cidade com 12.000 habitantes.TerraCerca de 80% das áreas cultiváveis são usadas para a criação de animais. Em um hectare de terra podem ser plantados 22.500kg de batatas, mas, na mesma área, só podem ser produzidos 185kg de carne bovina.Água A pecuária é uma das maiores consumidoras de água. São necessários de 20.000 a 30.000 litros de água para produzir 1kg de carne, mas apenas 150 litros de água para 1kg de trigo. A produção de um único hambúrguer consome uma quantidade de água suficiente para 17 banhos de chuveiro.Desmatamento A criação de animais de corte é responsável por 90% do desmatamento de florestas tropicais. Para cada hambúrguer "Big Mac" de carne bovina são necessários 50m2 de floresta.Energia Nos Estados Unidos, mais de um terço de todas as matérias primas e dos combustíveis fósseis são usados na criação de animais para consumo humano. A produção de um único hambúrguer consome a mesma quantidade de combustível fóssil que um carro popular pequeno em um percurso de 32km.
Comer menos proteína animal também é bom para a saúdeProbabilidade de morrer de enfarte:

para quem come carne
50%

para vegetarianos
15%Probabilidade de morrer de câncer

para quem come carne
24%

para vegetarianos
8% Percentagem de DDT no leite materno

da mãe que come carne
97%

da mãe vegetariana
8%
______Fonte_______
Adaptado de Natürlich Vegetarisch e EarthSave Magazine (Primavera 2000)
Saibam mais acessando aqui:

21 de dezembro de 2007

Passageira


Ô, dá uma peninha... Machuca falar sobre certas coisas... Parece besteira, mas ñ é!
Uma noite dessas, voltando pra casa, uma moça sentou-se ao meu lado. Normal? Tá parecendo, né?. Disse bem: aparência... Mas, em suas desesperadas mãos havia alimentos que ingeria, dentre estes, um copo enorme de refrigerante. Desfez-se imediatamente do copo (agora vazio) ali mesmo no chão do ônibus (que bonito!). Independente da educação ou da “deseducação” que esta moça tenha recebido, penso eu: para ..o n d e.. pensou aquela moça que aquele copo iria ao abandonar suas mãos? Será que ela não sabia que aquele copo permaneceria no mesmo mundo em que todos nós habitamos, inclusive ela mesma? Ñ sei porquê lembrei agora dos bebês (quando retiramos alguma coisa da frente deles, eles julgam que o objeto ñ existe mais).
Não acho muito difícil compreender que se sujamos a nossa casa, teremos que limpá-la depois (se não existir ninguém que possa fazer isso por você, é claro). E o que acontece na cidade? Temos a impressão que tudo e nada é nosso ao mesmo tempo. Ouvimos muitas vezes alguém abrir a boca e dizer: “Isso tudo é meu porque eu pago os meus impostos!” ou, quando por parte daqueles que não são bem atendidos por funcionários públicos dizem com a boca cheia: “Eu é quem pago o seu salário!” E o que acontece na cabeça de alguém que joga o lixo em via pública? Certamente acha que tudo sim, não é dela. Dela é somente a parte boa da cidade, como os prédios públicos ou a praia onde despejam toneladas de cascas de amendoins, por exemplo! Porque será que ninguém diz por aí: “Esse lixo é meu! E se é meu, a responsabilidade sobre ele é minha!” Podemos chamar a nossa casa de nossa moradia. Concorda? E na nossa moradia não queremos lixo, isso é bem verdade. Se a nossa cidade também é a nossa moradia, podemos considerá-la também como nossa casa, logo, seu lixo, nosso lixo. Mas, porque se acham alguns no direito de sujar a cidade como se por um “passe de mágica”, naquele momento mesmo em que o “cidadão” lança seus objetos não mais desejados no meio da rua, a posse e a responsabilidade sobre aquilo que ele abandona não fosse mais dele? Agora frase fécil na boca do "cidadão" é: "a responsabilidade é do governo". Que curioso, ñ é? A cidade é aquela região em que todos podem dizer: “Tudo é meu” ou "Nada é meu". Ou até: “A prefeitura é quem cuida desses assuntos, no caso, "de lixo.” Pra ñ jogar lixo no chão teremos que pagar multas? Chamaremos os palhacinhos do fon-fon? O bom cidadão será aquele indivíduo eternamente fiscalizado? Uma eterna criança que não sabe o que faz e precisa de alguém que se responsabilize por ele?
Se perguntássemos àquela moça se jogar lixo no chão é errado, não duvide. Ela responderia que sim. Mas somos herdeiros do pensamento de uma imensa maioria que ainda tem na cabeça a idéia de que o mundo é grande demais e tem muita coisa pra se fazer (e espaços “sujáveis”), muita coisa pra comer e um copinho no chão não fará a menor diferença. O que é um saco plástico no chão num planeta tão grande? Isso quase todo mundo pensa, mas, em contrapartida, têm na ponta da língua um discurso fácil sobre o problema que o lixo representa para o mundo. Mas, existe uma enorme diferença entre pensar e agir. Inevitável a comparação entre a nossa população e a atitude de alguns bebês que, por puro capricho da idade, deixando de ver um objeto qualquer, o julga como não mais existente. Assim a maioria encara não só o problema do lixo. Mas quaisquer outros problemas de ordem moral.